quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Veneno de Ofiúsa



Autor: Francisco Dionísio
Editora: Saída de Emergência (Colecção TEEN)
Páginas: 192
ISBN13: 978-989-637-211-8





Sinopse: Numa luta entre deuses e homens, só os verdadeiros heróis poderão fazer a diferença. Chegou o tempo há muito anunciado em que os deuses deverão partir e deixar o destino da Terra entregue aos homens. Mas nem todos os deuses aceitam fazê-lo, e um terrível conf lito entre homens e divindades é inevitável. É neste cenário que dois jovens guerreiros, Anio e Camal, percorrem a Lusitânia em busca do guardião da joia da Deusa-mãe - uma pedra capaz de aniquilar as próprias divindades. Inspirado nos povos pré-romanos da Península Ibérica, "O Veneno de Ofiúsa" é uma viagem para um tempo mágico há muito esquecido. Estás preparado para a guerra com os deuses?

Iniciei a leitura de "O Veneno de Ofiúsa" com algumas expectativas, pareceu-me no início uma história interessante, num contexto histórico que me atraiu bastante: Hispânia de XI a.C.
Desta época pouco sei ou conheço das aulas de história, logo estava interessado e ainda o facto de o autor explorar a história portuguesa, a Lusitânia, em conjunto com o nosso imaginário. O meu erro foi ter-me esquecido que se tratava dum livro para um público mais jovem...

Ora, Anio e Camal são dois jovens de uma das várias tribos dos Galaicos que aspiram a tornar-se guerreiros valorosos e líderes respeitados, contudo acontecimentos recentes levam-nos a enveredar por caminhos diferentes. O actual chefe da sua tribo (lugar reservado em último lugar a Camal e pai de Anio) começou relações com os Sefes, um povo rival que em tempos controlou grande parte da Península Ibérica tendo perdido território e poder para os Galaicos e Lusitanos.
Esta relação envenena o espírito deste chefe que se alia aos Sefes para reconquistar os antigos territórios perdidos. Este povo adora a deusa Ofiúsa e serve-se do poder desta para lançar a guerra por toda a Hispânia. Os seus primeiros rivais são os Estrímnios, o primeiro dos quatros povos a viver na Península Ibérica, contudo sem um espírito beligerante como os seus vizinhos sucumbiram e poucos povoados existem nos dias de hoje.

Anio e Camal não apoiando as escolhas da sua tribo revoltam-se mas juntos não tem força suficiente para lutar as comitivas dos Sefes. A sua revolta leva-os a fugir e nesta fuga encontram uma jóia cobiçada por todos os deuses e homens que a conhecem, pois nesta está contido o poder para reclamar a supremacia sobre tudo e todos.
Ofiúsa deseja e lança uma guerra onde Lusitanos e Galaicos terão de ser unir para vencer ou perecer...

Sem dúvida, uma história interessante mas soube a pouco, as personagens não foram nada desenvolvidas, parecendo estereótipos, e os poucos povos e deuses interessantes pouco destaque tiveram, acabando por serem um pano de fundo para a história.
Esta está focada principalmente nos movimentos das tropas, os combates e a guerra em geral, ou seja, um livro escrito para ser adorado pelos mais jovens.
Contudo encontra-se bem escrito e a premissa dos povos pré-romanos foi interessante, mas não me chegou.

Nota: 5,5/10 - Satisfaz Bastante

3 comentários:

  1. olá acabei de descobrir o teu blogue e já tou a seguir. :)

    bjs*
    http://the-door-to-my-imaginarium.blogspot.com/

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  2. Concordo maioritariamente com a tua opinião, mas não achei as personagens muito más. Está certo que poderiam ter tido mais desenvolvimento, mas também não os vejo como estereótipos (exceptuando as mulheres).

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  3. Olá Ana,

    Não digo que achei as personagens muito más, apenas que gostaria de mais destaque nas suas personalidades. A certa altura foi fácil adivinhar as suas atitudes e desconsolou-me um bocado...
    O meu erro foi mesmo as altas expectativas, queria mais e não me "encheu as medidas"! Suponho que acontece.

    Abraço!

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